Ferramentas gratuitas

Calculadora PJ × CLT

Compare salário líquido entre os dois regimes e descubra qual compensa mais no seu caso. Cálculos com INSS e IRPF 2026.

CLT líquido/mês

R$ 4.935,69

R$ 60.200,45/ano (com 13º e férias)

PJ líquido/mês

R$ 6.820,00

R$ 81.840,00/ano

Diferença mensal

+R$ 1.884,31

PJ paga 38.2% a mais

Regime CLT

R$

Benefícios

R$
R$
R$

Detalhamento mensal

Salário BrutoR$ 5.000,00
(-) INSS-R$ 518,82
(-) IRPF-R$ 345,50
Salário LíquidoR$ 4.135,69
(+) BenefíciosR$ 800,00
Total MensalR$ 4.935,69

Custos adicionais do empregador:

FGTS (8%)R$ 400,00
13º Salário (mensal)R$ 416,67
Férias + 1/3 (mensal)R$ 555,56

Regime PJ

R$

Regime tributário

Anexo III — alíquota efetiva de 6.0% (faturamento anual estimado: R$ 96.000,00)

R$
R$

Detalhamento mensal

Faturamento BrutoR$ 8.000,00
(-) Impostos (6.0%)-R$ 480,00
(-) Contador-R$ 200,00
(-) Outras Despesas-R$ 500,00
Líquido PJR$ 6.820,00

Comparativo anual

CLT (com 13º e férias)

R$ 60.200,45

PJ

R$ 81.840,00

Diferença anual

+R$ 21.639,55

CLT
R$ 60.200,45
PJ
R$ 81.840,00

Cálculos baseados na tabela de INSS e IRPF 2026. Simples Nacional usa o Anexo III (serviços) com alíquota efetiva baseada no faturamento anual estimado. Lucro Presumido considera ISS 5% + PIS + COFINS + CSLL + IRPJ (~16,3%). Esta ferramenta é apenas estimativa — consulte um contador para análise personalizada.

Próximo passo

Organize seu novo salário PJ com o Saldo360

Registre entradas, separe impostos e acompanhe seu fluxo de caixa como PJ.

Criar conta grátis

Entenda os regimes

CLT ou PJ: o que muda no seu bolso

Comparar uma proposta CLT com uma proposta PJ não é só olhar para o número que aparece no contrato. Os dois regimes funcionam de formas bem diferentes, e o valor que efetivamente cai na sua conta no fim do mês depende de impostos, benefícios e custos que cada modelo carrega. Entender essas diferenças é o que permite decidir com clareza — e usar a calculadora acima de forma realista.

O que é cada regime

No regime CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) você é empregado com carteira assinada. A empresa desconta INSS e Imposto de Renda na fonte e ainda recolhe encargos sobre o seu salário. Em troca, você recebe um conjunto de direitos garantidos por lei. Já no regime PJ você presta serviço como pessoa jurídica: abre um CNPJ, emite nota fiscal e é remunerado pelo que fatura. Nesse modelo, o valor combinado costuma ser maior, mas ele vem "cheio" — sem nenhum desconto ou benefício embutido.

Os custos que o PJ assume sozinho

A parte que mais surpreende quem está saindo do CLT são as despesas que deixam de ser responsabilidade do empregador e passam a ser suas. Entre as principais estão:

  • Impostos sobre o faturamento. A maioria dos prestadores opta pelo Simples Nacional, em que os tributos são reunidos em uma guia mensal calculada sobre o que você fatura. A alíquota efetiva varia conforme a atividade e a faixa de faturamento, então confirme o seu enquadramento com um contador.
  • Contador. Manter uma empresa em dia exige escrituração, entrega de obrigações e acompanhamento das guias. Esse serviço tem um custo mensal recorrente que o CLT simplesmente não tem.
  • INSS por conta própria. Sem o empregador recolhendo por você, é preciso contribuir como contribuinte individual para preservar direitos previdenciários como aposentadoria e auxílios.
  • Ausência de benefícios trabalhistas. Como PJ você não tem FGTS, 13º salário, férias remuneradas com adicional, aviso prévio nem seguro-desemprego. Tudo isso, quando você quiser ter, precisa virar uma reserva que sai do próprio faturamento.

Como pensar na "taxa equivalente"

Por isso não faz sentido comparar o salário CLT diretamente com o valor PJ. A pergunta certa é: quanto eu preciso faturar como PJ para chegar ao mesmo líquido — e ainda reconstruir os benefícios que perdi? O raciocínio é somar, ao líquido que você teria em CLT, uma reserva mensal equivalente a férias e 13º, a sua contribuição ao INSS, o custo do contador e os impostos sobre o faturamento. O valor PJ precisa cobrir tudo isso antes de empatar com o CLT. Na prática, isso costuma exigir um faturamento bruto bastante acima do salário de referência. A calculadora acima ajuda a estimar esse ponto de equilíbrio: ajuste o faturamento PJ até que o líquido se aproxime do líquido CLT.

Quando ser PJ tende a compensar

Ser PJ costuma fazer mais sentido quando o valor oferecido é alto o suficiente para cobrir todos esses custos e ainda sobrar — e quando você valoriza flexibilidade, consegue manter uma renda previsível e tem disciplina para guardar as reservas que substituem os benefícios trabalhistas. Por outro lado, se a diferença de valor é pequena, se a sua renda é instável ou se estabilidade e benefícios pesam muito na sua vida, o CLT pode ser a escolha mais tranquila. Não existe resposta única: o melhor regime depende do seu perfil, do seu momento de vida e dos números reais da proposta.

Use os valores acima como uma estimativa para orientar a conversa, mas confirme alíquotas, enquadramento e o melhor regime para o seu caso com um contador antes de decidir.

Perguntas frequentes

PJ ou CLT: dúvidas comuns

Vale a pena ser PJ em vez de CLT?

Depende do seu caso. Como PJ você costuma receber um valor bruto maior e paga menos imposto sobre a renda, mas perde benefícios trabalhistas e assume despesas como contador e a própria contribuição ao INSS. Use a calculadora para comparar o líquido nos dois regimes e leve em conta estabilidade, benefícios e previsibilidade antes de decidir.

Quanto preciso cobrar como PJ para ter o mesmo líquido de um salário CLT?

Em geral é preciso cobrar um valor bruto bem acima do salário CLT, porque como PJ você arca com impostos, contador, INSS e a reserva para férias, 13º e períodos sem faturamento. A calculadora ajuda a estimar esse valor: ajuste o faturamento PJ até que o líquido se iguale ao líquido CLT. O resultado é uma estimativa — confirme com um contador.

Quais benefícios eu perco ao trocar CLT por PJ?

Ao deixar o CLT você normalmente perde direitos garantidos pela CLT, como FGTS, 13º salário, férias remuneradas com adicional, aviso prévio, seguro-desemprego e a contribuição ao INSS paga pelo empregador. Como PJ, esses custos e reservas passam a ser sua responsabilidade.

PJ precisa pagar INSS?

Sim. Como PJ você não tem mais o INSS recolhido pelo empregador, então precisa contribuir por conta própria para manter direitos previdenciários como aposentadoria e auxílios. A forma e o valor da contribuição variam conforme o seu enquadramento — um contador pode indicar a melhor estratégia para o seu caso.

Quais impostos um PJ no Simples Nacional paga?

No Simples Nacional os tributos são recolhidos de forma unificada em uma única guia mensal, calculada sobre o faturamento. A alíquota efetiva depende do anexo em que a atividade se enquadra e da faixa de faturamento. Como os valores mudam conforme a sua situação, confirme as alíquotas aplicáveis com um contador.

PJ tem direito a 13º e férias?

Não automaticamente. 13º salário e férias remuneradas são direitos do regime CLT. Como PJ, você não recebe esses valores do contratante, então é recomendável separar mensalmente uma reserva própria para cobrir descanso anual e o equivalente a um 13º.

Como a calculadora estima o líquido PJ?

A calculadora parte do faturamento bruto informado e desconta os impostos estimados do regime escolhido, o custo do contador e outras despesas que você cadastrar, chegando a um líquido aproximado. Os valores são estimativas para comparação e não substituem a orientação de um contador.